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novembro 13, 2019

Tudo que aprendi com os livros


Desde criança, quando eu ainda não podia pegar livros na pequena - e única biblioteca - da cidade em que eu morava, lembro-me de ter obrigado meu pai a fazer um cadastro, para que ele pegasse os livros por mim. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Minhas primeiras histórias foram escritas pelo Ziraldo, nos livros do menino maluquinho. Depois vieram tantas outras, que não consigo mais nem me lembrar.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Elas iam das histórias em quadrinhos da turma da Mônica, até aqueles romances clichês do Pedro Bandeira. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Já na adolescência, quando a vida havia se tornado difícil e a solidão se tornara minha única companhia, pude me encantar com as histórias da série Fallen, escrita pela Lauren Kate. A história me coube direitinho, bem no momento em que meu coração estava quase vazio. Naquela época o jeito solitário de Lucy me trouxe um estranho conforto.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Durante as tardes de tédio, das vontades incontroláveis de deixar minha história de lado e durante os desejos de fugir da realidade, eles estavam lá. Os livros foram o meu porto seguro quando tudo de mais importante havia sido arrancado de mim. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Páginas e mais páginas de histórias, me motivavam a viver um dia após o outro. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Já aos 15 anos, eu publiquei meu primeiro poema num livro e ali descobri o porquê da minha existência. Foi através dos livros e da escrita que eu pude me reencontrar e continuo me reencontrando todos os dias. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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É através das palavras que eu consigo ser quem sou, elas me fazem, me montam e me moldam sem pestanejar. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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A sequência de poemas, escritos por mim, titulada “uma escritora apaixonada”, mostra a “face” dessa garota, que aos 9 anos, leu Ziraldo e se encantou. Mostra uma menina, que apesar dos pesares, se manteve firme, sempre com um livro de baixo do braço e com o amor transbordando no peito.⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
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Os livros me deram conforto, me mostraram que sempre há uma nova história a ser contada. Que pra todo fim, sempre haveria um novo recomeço.

março 20, 2016

Que se faça outono


Talvez uma nova estação não signifique muito para algumas pessoas, mas para mim sim,  só por se tratar de mudança. Se observarmos bem seremos capazes de perceber o quanto as coisas (o clima, as arvores, as roupas das pessoas) vão mudar. E as mudanças me atraem bastante.

Hoje estamos dando adeus ao verão e dando boas vindas ao outono, minha segunda estação favorita do ano, quando se trata de inspiração. O próprio outono é uma poesia, quando paramos para o apreciar e percebemos o quão maravilhoso é ver cada folhinha amarronzada caindo, se preparando para a chegada do inverno. 

Outono, tem para mim o significado de mudança. Tente pensar comigo metaforicamente: Já pensou em ser outono? Sim, isso mesmo. Se há algo na sua vida que não lhe agrada, algo que já não está te fazendo mais tanto bem assim, pessoas, histórias, enfim... qualquer coisa que já não faz mais sentido que permaneça em sua vida, seja outono e faça sua própria mudança. Esvazie, limpe... faça uma faxina na sua vida e abra espaço pras coisas boas, dê um tempo pra você mesma(o) se conhecer.

As coisas só começarão a fluir em nossas vidas a partir do momento em que tomarmos a atitude de fazer diferente, enquanto permanecermos com as mesmas escolhas, enquanto não soubermos mudar de estação ficaremos sempre na mesma, e pode ser que essa nem seja a nossa favorita. 

Antes de chegar a estação das flores e das cores passamos pela mudança do outono, depois pela solidão do inverno, para enfim colorirmos nossa vida com a primavera, mas só é capaz de ver as flores aqueles que aprenderem a  florir. 

Não sei se usei muitas metáforas confusas, mas o que eu quero dizer se resume a uma linda frase que vi dia desses e fiz questão de trazer pra minha vida: "Que o outono faça comigo o que ele faz com as folhas, leve tudo que não cabe mais para dar espaço ao novo". 

"Quando algo que você goste acabar, ou simplesmente ir embora, lembre-se que as folhas do outono não caem porque querem e sim porque é chegada a hora " (Cristian Arza)♥


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janeiro 22, 2016

O quanto gosto de ti

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 Fonte da imagem aqui
E eu gosto da simplicidade dos seus gestos, e da complexidade do teu olhar. Gosto do turbilhão de coisas que você é capaz de me fazer sentir. Gosto de me pegar pensando em você e de saber que você também está lá pensando em mim, enquanto dá um sorrisinho de canto. Gosto de pensar que você sempre vai me dar um chamego quando eu fizer birra querendo atenção, e que vai me fazer sorrir quando eu quiser chorar ou quando a tristeza em mim transbordar. 

Gosto de ver seu sorrisinho bobo ao me encontrar. Gosto do teu abraço e do calor do teu corpo, das curvas das tuas costas e até mesmo do macio dos teus lábios. Gosto quando você me puxa pela cintura, me agarra pelo cabelo e me toma em seus braços. Gosto do modo com que você me observa e de como consegue me fazer sentir especial. Gosto quando você se preocupa comigo e quando tenta me entender. 

Gosto quando você faz o café e me pede para ficar mais um pouco, e mais um pouco... Eu gosto de cada detalhe teu, desde o fiozinho preto do teu cabelo até o rosado da unha do dedinho do seu pé. Gosto de admirar tua beleza e de me embriagar com teu cheiro. Gosto de te observar enquanto lê, ou o quão frenético você fica ao ganhar um livro de presente. Gosto de lhe dedicar meus versinhos e de te ouvir cantar. Eu gosto mais de mim por gostar de você.

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dezembro 01, 2015

É preciso exigir de cada um, o que cada um pode dar

- Eu desejava ver um pôr de sol... Fazei-me esse favor. Ordenai ao sol que se ponha.
- Se eu ordenasse a meu general voar de uma flor a outra como borboleta, ou escrever uma tragédia, ou transformar-se em gaivota, e o general não executasse a ordem recebida, quem - ele ou eu - estaria errado?
- Vós, respondeu com firmeza o principezinho.
- Exacto. É preciso exigir de cada um, o que cada um pode dar, replicou o rei. A autoridade repousa sobre a razão. Se ordenares a teu povo que ele se lance ao mar, farão uma revolução. Eu tenho o direito de exigir obediência porque as minhas ordens são razoáveis.
O pequeno príncipe - Antoine Saint-Exupéry




Não sei bem como começar esse texto ou o que escrever aqui, apenas preciso desabafar algo que está sufocando meu peito, algo que vem me impedindo de comer, pensar, agir, falar... algo que me decepcionou, alguém que eu sempre confiei e esperei que me desse a mão quando eu caísse, mas que acabou me empurrando sem dó, destruindo todos os anos de confiança, todos os anos que levei para construir uma amizade, foram destruídos em menos dois minutos.

Eu não tenho o costume de falar sobre mim, já até escrevi vários textos que me descrevessem, mas em nenhum fui completamente sincera comigo mesma, eu sou uma bagunça, um furacão e na maioria das vezes nem eu me entendo, mas sempre faço o que posso para entender cada uma das pessoas que convivem comigo. As vezes eu falho, lógico, não sou perfeita e nem me esforço para ser, mas sempre que posso me colocar no lugar do outro, assim faço... e mesmo assim ainda há aqueles que apontam o dedo para me julgar, para exigir de mim algo que eu não posso dar (não posso e nem quero). 

Durante esse ano de 2015 eu passei por muitas experiências ruins, briguei com muitas pessoas por conta do meu jeito, mas de algo eu tenho certeza absoluta, eu amadureci nesse ano como nunca. Eu aprendi a me colocar em primeiro lugar, resolver meus problemas e depois me importar com os outros, aprendi também a abrir a porta para quem quisesse sair. Parei de exigir atenção, parei de me importar com tudo, simplesmente cansei de sofrer pelo mundo. 

E como já era de se esperar minhas mudanças não agradaram algumas pessoas, todos estavam acostumados com o meu silêncio sempre aceitado tudo de cabeça baixa sem questionar, mas tudo mudou e agora eu debato e mostro que eu também tenho personalidade, que eu também tenho opinião e que eu também mereço respeito.

Sei dos meus defeitos, mas não quer dizer que eu vá muda-los, eles são parte de mim, me fazem ser quem sou. As vezes sou calmaria, outras vezes tempestade e até mesmo um furacão. Há dias em que quero sorrir independente do que aconteça, já em outros fico com a cara emburrada quieta num canto só com vontade de chorar. Sou complicada, as vezes imatura e em outras matura até demais. Sou tudo ou nada, não consigo ser meio termo, não consigo amar pela metade. 

Não espere que vou ser sempre compreensiva, nem que vou acertar em tudo, ou que vou perdoar qualquer coisa. Não ache que eu sou de ferro, que eu não choro ou que tudo que eu faço é drama, não espere de mim sempre as palavras certas, não enxergue em mim uma pessoa perfeita, eu gosto dos meus erros, gosto do meu jeito de ser eu mesma e não gosto que exijam de mim algo que eu não posso dar, algo que eu não quero dar...

Eu sou feita de erros, eu sou humana, eu também preciso de compreensão. Não me peça para explicar o por que de eu ser assim, para mim não precisa fazer sentido ou ter motivo, preciso apenas ser quem eu sou, sem precisar fingir. Ultimamente eu tenho precisado disso, de mais sinceridade comigo mesma... críticas são bem aceitas (quando construtivas e não quando vem para julgar), tenho meus medos, minhas vontades, coisas que são só minhas, um jeito que é só meu e que eu jamais irei mudar para agradar quem quer que seja.

Para finalizar esse desabafo, preciso dizer que errei feio em ter confiado demais num solo que as vezes se demonstrava inserto. Hoje estou sem chão, estou sem reação, estou como alguém que acabara de receber uma facada inesperada, estou decepcionada e infelizmente muito magoada, mas aliviada por saber que a vida fez questão de me mostrar em quem eu realmente deveria confiar.

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